'Não vamos deixar esta vaga escapar', diz Huertas
Estrela do Brasil fala sobre o momento da equipe e sobre a proximidade da conquista da vaga olímpica
Agência Lancepress
O dia de hoje poderá ser histórico para o basquete brasileiro. Neste sábado, às 19h (de Brasília), a Seleção enfrentará a República Dominicana e com uma vitória acabará com o jejum olímpico, que completará 16 anos em 2012.
Na véspera da decisão, o armador Marcelinho Huertas, jogador que mais ficou em quadra pelo Brasil durante todo o torneio falou com exclusividade ao LANCENET! e demonstrou muito otimismo na conquista da vaga.
O jogador também aproveitou o dia sem jogos para se recuperar de um problema estomacal que o atormentou na quinta-feira. Mas ele garante já estar em forma para ajudar a Seleção Brasileira.
"Estou pronto para voar".
LANCENET!: A menos de 24 horas para o início de uma partida decisiva como esta, como você está em termos de ansiedade?
Marcelinho Huertas: Estou tranquilo, mesmo sabendo que este é um momento histórico e importante. É uma oportunidade quase que única na vida de um jogador poder se classificar para uma Olimpíada. Mas a preparação foi boa e estamos muito preparados. Existe uma ansiedade normal, não nervosismo. Mas quando entrarmos em quadra, tudo passará.
Este será o jogo mais importante da sua vida?
M.H.: Não sei se é o mais importante, mas uma vitória seria a realização de um sonho não só para mim, mas para todos os meus companheiros. Será um jogo que entrará para história da minha carreira esportiva.
Pela pouca experiência e expressividade internacional, a República Dominicana é o adversário ideal para a Seleção?
M.H.: Não existe um adversário ideal. Todos os times tem prós e contras. A Dominicacana, talvez, não tenha mesmo esta tradição e história, mas pode ser considerada uma potência aqui nas Américas. É um time bem físico e com uma técnica bem apurada. O Gracia (Francisco) é um matador de bolas, o Horford (Al), faz estragos no garrafão. Então não tem esta de melhor adversário. Teríamos de estar preparados para quem fosse o rival.
Mas você considera esta a melhor chance que o Brasil tem de acabar com o jejum olímpico?
M.H.: Tivemos uma chance igual contra a Argentina (em Las Vegas-2007). Terminamos o primeiro tempo na frente e perdemos. Talvez o rival de hoje possa pecar um pouco pela falta de experiência e espero que o time aproveite. Desta vez, não deixaremos escapar.
Você é o segundo maior pontuador da Seleção no torneio. Está pronto para ser o definidor caso o time precise disso?
M.H.: Estou pronto para o que seja. Mas não estou nem um pouco preocupado se farei um ou 20 pontos. O importante é saber ler bem o jogo e dentro disso ajudar o time, sem querer forçar uma situação.
Você já e um jogador consagrado na Espanha, mas o público em geral no Brasil talvez ainda não lhe conheça muito. Para ter um reconheciemnto maior, o que falta é a vaga olímpica?
M.H.: Sim, no Brasil o que falta para todos os jogadores é fazer alguma coisa que marque a história com a camisa da Seleção. Em nossos clubes, já conseguimos muitas coisas, mas com a Seleção ainda falta isso e podemos começar a construir a história a partir deste sábado.
A classificação para a Olimpíada, se vier hoje, será o empurrão que falta para o basquete começar a reconquistar espaço?
M.H.: Espero que sim. É legal saber que tem muita gente acompanhando. Meus amigos do Brasil dizem que o pessoal está animado. Espero poder concretizar a vaga vaga olímpica e ajudar o basquete a retomar o prestígio que perdeu.
Seus pais e seu irmão estão aqui. Quão importante é o apoio da família em um momento tão decisivo como este?
M.H.: É uma coisa indescritível. Só eles sabem o quanto você ralou para chegar aqui. Tê-los aqui é um conforto. Eles me dão alegria e passam uma energia positiva.
Que mensagem que você deixa para os torcedores?
M.H.: Que tenham muita fé e acreditem no trabalho que estamos fazendo. Todo mundo aqui está 100% entregue ao time e vamos deixar a pele em quadra para conseguirmos esta vaga.
Nenhum comentário:
Postar um comentário